Lewes escreveu:

“Toda resultante é ou a soma ou a diferença de suas forças operantes; a soma, quando as direções das forças são a mesma, a diferença, quando as direções são contrárias. Além disso, toda resultante é claramente rastreável em seus componentes, porque eles são homogêneos e comensuráveis. Isso é diferente com emergentes, quando, em vez de adicionar movimento mensurável com movimento mensurável, ou coisas de um tipo a outros individuos do mesmo tipo, existe uma cooperação de coisas de diferentes tipos. O emergente é diferente dos seus componentes, na medida em que estes são incomensuráveis. Ele não pode ser reduzido a soma ou diferença de seus constituentes.”(livre tradução de Lewes, 1875)

Um todo complexo e organizado pode emergir a partir da inter-relação de unidades, sendo que as características desse todo não são dedutíveis a partir das propriedades das unidades. A emergência ajuda ao entendimento da ‘falácia da divisão’, que ocorre quando por raciocinio lógico algo que é verdade para o todo, também é verdade para suas partes. De acordo com uma perspectiva emergente, a inteligência, a personalidade, emerge da conexão entre neurônios, assim não é necessário propor uma ‘alma’, ou algum outro tipo de pressuposto para o fato de que cérebros podem ser inteligentes e criativos, mesmo que individualmente os neurônios de que ele são feitos não o é. Para Francis Heylighen

“emergência é um conceito clássico na teoria de sistemas, que denota o principio de que as propriedades globais que definem sistemas superiores ordenados, ou o ‘todo’, não podem no geral serem reduzidas as propriedades de sistemas organizados inferiores ou ‘partes’. A criação espontânea de um todo ‘organizado’ a partir de uma coleção ‘disordenada’ de partes interagindo, como testemunhado em sistemas auto-organizados na física, quimica, biologia, sociologia… É uma parte básica da dinâmica da emergência”.

Na discussão de complexidade e sistemas adaptativos Steven Johnson diz que

“o movimento de regras de baixo nível para um alto nível de sofisticação é o que chamamos de emergência, (…) um padrão de alto nível surgindo de complexas interações paralelas entre agentes locais.”

John Holland sobre emergência coloca que

“nós somos em todos lugares confrontados com emergências em sistemas complexos adaptativos – colônias de formigas, redes de neurônios, o sistema imunológico, a internet, a economia global, para citar alguns – onde o comportamento do todo é muito mais complexo que o comportamento das partes.”

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